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Ciranda Paulo Freire

- A Ciranda da Criança Paulo Freire é uma iniciativa de extensão universitária criada em 2015 pelo Projeto Afrodita na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e outras instituições. Realizada anualmente no mês de outubro, a ação une a pedagogia libertadora de Paulo Freire às abordagens Intercultural, Waldorf e Pikler para promover o brincar livre, a formação docente e a decolonialidade na educação infantil.

PROGRAMAÇÃO:

Abertura foi no sábado, 19 de setembro, na data natalícia de Paulo Freire, em praça pública em Redenção.
Cronologia das Edições (2015–2025)
- I Edição (2015) — Ciranda Paulo Freire: Lançamento no Maciço de Baturité para valorizar a filosofia freireana na primeira infância através da arte, exposições e oficinas interculturais.
II Edição (2016) — As artes do fazer na Escola: Foco no papel das artes na prática pedagógica, em sintonia com a Lei 13.278/2016, expandindo vivências para escolas e comunidades.
III Edição (2017) — Educação de Crianças Cá e Acolá: Integração e trocas culturais entre infâncias do Brasil (Cá) e de países africanos (Acolá).
IV Edição (2019) — Crianças aprendem Brincando: Ações com foco no brincar livre, contação de histórias e consciência ambiental (plantio de mudas), com participação de grupos artísticos convidados.
V Edição (2021) — 100 anos de luta, distanciamentos que aproximam e as invencionices como prática de liberdade: Edição adaptada ao contexto pandêmico, combinando formações virtuais com intervenções presenciais e espetáculos circenses seguros.
VI Edição (2022) — As cem linguagens das crianças e os cem anos de Paulo Freire: Retomada presencial na UNILAB e expansão para periferias, ocupações e parques de Fortaleza, pautada no diálogo entre Malaguzzi e Freire.
VII Edição (2023) — É tempo de regressar à infância? Olhos de erês e travessuras de curumins: Reflexão sobre as matrizes africanas e indígenas na infância, com ações em ocupações urbanas e escolas do Maciço.
VIII Edição (2024) — Desconectar e reconectar as infâncias: Contraponto à infância hiperconectada em telas, estimulando vivências corporais, contato com a terra e o resgate das brincadeiras tradicionais.
IX Edição (2025) — É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança: Baseada no provérbio africano, reforçou a responsabilidade comunitária e ancestral na formação das crianças.
Impacto Consolidado
- Nas suas primeiras 9 edições, a Ciranda realizou mais de 220 atividades (oficinas, vivências e minicursos), mobilizou 250 educadores/voluntários e alcançou cerca de 1.500 crianças e 300 famílias. Além de atuar no espaço público, consolida-se como um campo de reconexão de adultos e professores com sua própria dimensão brincante.

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